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Todos os dias a Arte me toma de assalto e me leva para a Vida Real. Troco palavras, vejo pessoas, vivo um dia após o outro, como se o de ontem não tivesse existido, como se o de amanhã ainda estivesse muito longe de chegar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arrependimentos



Não me convencem as iludidas e frágeis linhas que tentam dobrar os desprovidos de lógica, mediocremente expostas nas redes sociais
Eles dizem: - Não me arrependo de nada que fiz!
Eu digo: - Que pobreza!
Fazem do arrependimento pondo de fraqueza pessoal, de reconhecimento, como se nunca tivessem feito escolhas equivocadas, como se todas as assertivas fossem parte do fabuloso ideal de presente
O imaginário de vida perfeita é o que permeia e tenta ludibriar o “fake” das suas vidas reais
E quanto à esse tal de arrependimento, não é bem assim, pelo menos o que penso
Tenho tantos arrependimentos que me constituem quanto as escolhas corretas que fiz ao “curto da minha vida”
Pessoas que deixei passar, que me deixaram, que eu deixei
Arrependimentos sempre existem
Não consigo acreditar que são de todo mal, contudo não vivo em função dos “Se’s” da vida... Se eu tivesse feito, se eu tivesse perdoado, se eu tivesse ido à aquele encontro...
Arrependimentos fazem parte da nossa vida à todo tempo, na escolha da comida e no resultado dos quilinho à mais
Do namoro que não deu certo por falta de mais empenho meu, da saudade inerte daquele rapaz
Querem relacionar o arrependimento com fraqueza e não é bem assim
O arrependimento só acontece até quando permitimos que ele seja presente em nossas vidas
Tem aqueles que podem ser corrigidos e aqueles que podem ser aproveitados para atitudes futuras
O Cristão não pode afirmar que nunca se arrependeu de nada, tendo em vista que o perdão dos seus pecados somente são efetivados após o expresso arrependimento
Ora, Deus não deve sair distribuindo perdão à aqueles que se quer assumem suas falhas, ou seus pecados
Alguns arrependimentos doem muito mais que outros
Outros deles são aqueles que esperamos das pessoas, contudo, não podemos aguardar a sensibilidade e maturidade dos outros para sempre
Tem arrependimento que vem com revolta, com saudade, com expectativa de correção, esses são sempre os mais difíceis de conviver
Mas nada é impossível, devemos estar sempre à disposição da vida
Arrepender-se faz parte do crescimento, mas nem pode ser forçado, nem falsificado, nem exigido, nem perpetuado nas nossas vidas
Vivamos e nos arrependamos quando for necessário
Nos demos a chance de errar e aprender com os nossos próprios erros, bem como com os erros dos outros para conosco
Errar é humano, reconhecer é divino


Roberta Moura



terça-feira, 18 de março de 2014

Conjugação Verbo Nominal


Eu só queria saber, por isso perguntei, e ao invés de uma resposta óbvia, que poderia ter evitado tanta dor, ganhei mais uma pergunta, em tom de moléstia, agressão covarde, que me fez suar a testa, sem saber para onde ir, não fui
Tu só querias saber, o que foi dito não foi escrito, cada bocado no muito invadido, sopros de amor, de afabilidade, de tempo investido, e de nada vale a paga, se o fruto da árvore envenenada gera o fruto impedido
Ele só queria saber, chegar e entrar pela fresta que lhe foi aberta, fez carinha de sem graça, calou e sucumbiu valentemente sua dor, arriscou ganhar um não e aturou um amor
Nós só queríamos saber, mais uma vez o terreno fora obstruído, pelo trem que passava pela estação da sua casa, pelo trator que arava o seu quintal, pela vaidade tão hodierna nesse carnaval, pelo torpor da traição, pela força da derrota a este causídico
Vós só queríeis saber, o que não pode ser tocado, o que nasceu para ser congelado, para onde vamos, de onde viemos, o que passamos, a pergunta que não quer calar, onde estão os nossos filhos, onde será o nosso lá
Eles só queriam saber, e todos se enganaram, inclusive Eu e Tu, que não escolhemos a luta para travar, mas agarramos ao livre arbítrio as armas para usar, além dEle e tantos outros mais, apenas mais um bom rapaz, que sonha soltar da sua garganta o brado de tantos “áis”
Somos Nós, a página arrancada do diário, a lenda exultada do Philos ao Eros, o sim e não de todos os dias, a interpretação mais esdrúxula da minha alegria, a ostentação desnecessária que põe tudo a perder, vaidade burra que faz por merecer
Vós que viestes aqui a procura de solução, toma a curiosidade que te aguça o cerne, veste a tua roupa e sai à rua antes que urja o tempo da peste, faz do teu coração  um abrigo manso e macio para que alguém possa se satisfazer
Eles estão por aí, são além do que o destino escolheu para mim, todos libertos para fantasiar, incansáveis, vivendo diariamente a esperança de um novo e perfeito amor
São além de mim, fadada a morrer de tanto amor


Roberta Moura


Por tanto amor, por tanta emoção a vida se fez assim, eu caçador de mim...


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Tal Pecado



Quantos pecados esperam ser cometidos
Parece que deus nos cercou por todos os lados
Tudo que se faça, o que não se faça, o que se pense que se faça, tudo parece precisar de julgamento
Mas quem jogará a primeira pedra?
Quem está apto a apontar?
Teto de vidro e rabo de palha
Dentro do mesmo balaio apontamos, juramos, cercamos, invejamos, nos escravizamos, nos expomos
Todos marionetes de um sistema falido que se chama sociedade
Mas em que somos sócios mesmos???
Quem te convocou???
Quem disse que você faz parte???
O que é a moral hoje em dia senão um conjunto de regras duvidosas traçadas por meia dúzia de pagões
Essa tal moral tem perdido o acento quando comparada com um molho de ditados resumidos e sem contexto final
Se não sabe o que é ou não sabe ser “moralista”, seja ao menos ético
As pessoas tem confundido bastante do conceito de moral com o de preconceito, então, antes de encher os dentes de palavras é melhor saber o que você é
Agente crescer escutando uma série de mentiras que foram ditas aos nossos pais, mentiras que todos praticam e ninguém quer reconhecer (nem para si mesmo)
Não repita o que não sabe, isso me parece primitivo
Sempre reproduzido, jurando ou pregando as mesmas medidas de um babaca qualquer de fardado
As pessoas se escondem na igreja, na ordem, na profissão, no cargo ou na tradição no intuito de protegerem-se do que não conhecem e atacam o que, para a tal sociedade “não é normal”
Sempre foi assim, mas não quero me convencer que sempre será
Até porque, quem é normal?
O que se masturba ao perceber o quão sarado está seu corpo no espelho?
O que trai a esposa com um “viado” dentro da sua casa?
P.s.: Ele sempre é hetero, e sempre será, pois é casado e tem filhos, o “viado” é quem não presta...
A que enfeita a cabeça do marido com os mais variados chifres?
A mocinha que “faz a fila antes de casa”?
O rapaz que engravida e não quer se responsabilizar?
P.s.: Esse último tem caído um pouco de moda depois do famigerado DNA
A senhora que sente inveja da roupa da outra e fomenta o contrabando para ter o que usar
O pai que insiste no aborto da sua própria filha para que ela não “acabe com a sua vida”
Furtar energia, furar fila, comprar votos, furtar o sinal da internet ou da TV do vizinho, sexo com camisinha...
Conheço de cor todos os personagens dessa fantasia chamada vida real
Outra frase que está em moda é “aceito mas não concordo”...
Mas que merda é essa???
Igual a: Aceito que os “viados” se beijem na novela, mas não concordo
Se não concorda não aceita infeliz, aprenda ao menos defender seus ideais, desligue a televisão
Aceito que me apareça uma belíssima bunda de mulata na minha cara, mas não concordo que minha esposa veja revista de homem pelado
Dois pesos e duas medidas, isso não seria pecado?
Em fim, de que estávamos falando mesmo?
Ah! De pecados...
Aqueles que os manifestantes insultam, que os homossexuais praticam, que os adoradores proclamam, que os drogados precisam
Pecados são sempre pecados, então façamos o seguinte, cada um paga pelo seu
Sem tanto falso moralismo, sem tanta infida modéstia
Cala a tua boca antes que esteja comendo formiga e não tenha tempo para se arrepender
Lembre-se, falso testemunho e falso moralismo também é pecado, e quanto a esse, não há quem me lembre mais do que você
“deus tá vendo”

"Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e fazer feliz por inteiro.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado."
Carlos Drummond de Andrade





Roberta Moura

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mais que um punhado de bosta





Parece dezembro de um ano inteiro que não tem fim
Todos esperam que passe a agonia, noites quentes, tardes com pés e mãos frias, peito apertado e cabeça de liquidificador
Parecem felizes na fotografia, o corpo já não age como antigamente
Nos últimos tempos envelheci mais de mil anos
E hoje, naquele instante, me parece meio doente, com um sorriso amarelo de quem quer ser inocente
Só se eu fosse demente, para não abrir o armário e expulsar esse percevejo voador
O filme, quando revelado, não é tão bonito assim
Confusões no gravador desconcertam as certezas outrora juradas
Quando me lembro, me descubro vivendo os dias que me juraram ser dourados
Latão vale mais que alumínio acobreado, porque o primeiro insiste de fato e o segundo não passa de uma invenção do diabo para enganar a boa fé
Espalham fatos e histórias que não foram, nem de longe, vividos com tamanha intenção
Hoje não tem discussão, nada é tão importante assim
Apesar de hoje, ter essa carga sangrenta nos meus olhos, consigo enxergar que amanhã há de ser outro dia
Torço para desentortar
Nem que seja o sorriso na minha boca cheia de dentes, e a parte direita do meu rosto que não para de trepidar
Quando chegar o momento, vou cobrar com juros os lucros desse meu sofrimento
Quero desinventar a ressaca constante que se instalou nos meus olhos
Amanhã vou tentar me reconquistar e dar valor do céu que aprendi a querer bem
Me entalo com pão enquanto vejo o que acontece no templo de salomão
Enchem a igreja de pessoas, oram para não chegar as suas horas, mas não procuram a solução
Ao tempo que voltam para suas casas, não respeitam a palavra minutos antes professada, esculhambam mãe e pai, aos irmãos não pedem perdão
Não teem paciência com o tempo, parecem não sentir o lamento, alimentam ainda mais as suas dores, a aflição
Fico por aqui cantando e catando seus cacos, seus desagrados, palavras fortes de quem não sabe pedir socorro ou chorar a sua descendente solidão
Templos e casas cheias de fantasias, mas no peito, no cerne da questão, habitam personagens assustados, covardes, e por vezes fria
Com o passar do tempo vai gastando esse status de personalidade difícil e revelar o que deveras sempre foi, alguém que covardemente grita para espantar a sua fraqueza e a sua incapacidade de acolher e de procurar solução, sempre deixando na mãos dos outros, sempre responsabilizando o alheio e deixando a vida para depois
Não esqueçamos que esse lance de solução é daqueles que de fato resolvem os problemas, diferente daqueles que somente comentam o que “deveria ser feito” e não pegam no cabo da inchada para semear a solução
É um lance bem mais profundo que o simples e covarde “comentário”, que quer ter uma validade que não lhe merece
Até porque, nessa altura do campeonato, quem me chegar para representar esse tipo de prosa, não vale mais que um punhado de bosta, porque comentar o problema sem solução já é fazer parte dele seu cagão
Vou esperar... estou esperando, enquanto contemplo o embranquecer dos meus cabelos e envelheço o gosto do vinho nas papilas
Confiando na providência, tomando vergonha na cara, me livrando dos ansiolíticos, do refrigerante sabor Cola
Deixa chegar a hora, por enquanto o meu rosto diz que sim, e o meu peito ainda não


Roberta Moura






terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fazer por merecer



Agente só tem o que merece
Na vida, no jogo, no amor
Não há outra regra que sobreponha o que me aparece
Agente só tem o que merece
Da pátria amada à mãe nem tão gentil assim
Rebolo um trocado para ver se sirvo à esse baldio
Percebo que baldio é o meu terreno, é o meu consorte
Trocados no bolso, votos vencidos por meia dúzia de tijolos
Agente só temo que merece
Troco um favor por meia dúzia de preces
E nem precisa aparecer se é para fazer o que não queres
Agente só tem o que merece
Osso na sopa engorda o pobre nas vacas magras
Osso na passarela agrada a visão turva de quem acredita assistir uma alegre moça donzela
O colosso não me ressalta mais os olhos
Agente só tem o que merece
O namoro acaba e com ele o respeito
Era até legal, pena que não é um moço direito
Queria o meu dote e a minha mão, não se tocou que o que lhe ofertara era o meu coração
Perdeu o resto por completo, ganhou a solidão
Consolo minhas verdades com o único refrão
Agente só tem o que merece
Faço uma fezinha para afastar os “mar zoiado”
Peço aos orixás, ao meu guia, a santo Antonio e a Vige Maria
Parece que ninguém me acode, sou só um pobre coitado, avido e cheio de pecado
Que não sabe se se alegra com a tristeza ou se entrega ao seu legado
Mas que faz jus ao seu reinado
Contando com o que le contaram na última romaria
Agente só tem o que merece
O moço complacente deseja a o altar do outro
A menina arredia coloca outro no bolso
Pobre moço desmemoriado, não sabe o que se esconde nos lábios mansos dessa guria
O que fez com o outro certamente fará com ele
É que a sua vaidade não o deixa perceber,  a vida dos outros nunca caberá em você
Vai novamente esbravejar para o mundo, fingir não merecer
Mas no fundo, bem lá no fundo, essa é a dor que realmente vai doer
E aquela frase que um dia escutou de sua mãe, no beco mais escuro do seu peito vai lhe recorrer
Agente só tem o que merece
Que não me falte a meiota do meio dia, nem a ceia para o meu reisado
Que a corda não coma o meu pescoço nas noites de ingratidão
Que eu não perca o dia para ganhar somente a noite e um punhado de solidão
Que aquele que cala a boca com farinha para não professar o desagrado não seja calado pelo pecado daqueles que o governam e merecem ter a boca lavada por sabão
Que lembre aqui e acolá
Agente só tem o que merece
Me apego a essa agonia e acredito, afinal, tenho certeza, mais uma vez, não custa acreditar
Agente só tem o que merece
Na terra moedas aos porcos e no céu a esperança do seu mandado


Roberta Moura




sábado, 30 de novembro de 2013

Você não me ensinou a te esquecer



Silenciosamente se foi, no sopro covarde e sorrateiro do prelúdio
Discreto e calmo como sempre, foi se avisar, sem incomodar, simplesmente foi
A vida não lhe privilegiou com tanta sorte quanto merecia
Não me disse a Deus, não me beijou a face como de costume, como desde a primeira vez que me viu
Não me alertou que seria assim, tanta vida nos teus olhos, tantos sonhos a serem conquistados, tanto amor na nossa reciprocidade
E mesmo assim você se foi
Deixou um móvel antigo que me decora a sala, uma pilha de trabalho inacabado e uma saudade que não terá fim
Foi meu companheiro, dos confidentes um dos primeiros, meu mestre na arte da marcenaria, eletricidade, mecânica, culinária e gastronomia
Pacientemente, à revelia da maioria, rompeu ao meu lado tantas barreiras
Em um fusca amarelado pelo tempo, ano 1983, surrupiado da garagem, enquanto ninguém mais via, me ensinou a dirigir
Lembro das vezes quando criança lhe falava do mal que o cigarro fazia e do medo que tinha de antes do tempo ter que te ver partir
E foi bem assim que agente foi vivendo, com admiração, respeito e cumplicidade, sem falar no  gigantesco amor declarado a todo momento
Mesmo diante de tantas dificuldades, criou seus filhos com amor, formou família, foi resistente de forma sob-humana, mesmo diante de tanta dor
Não tem mais aquele sorriso largo, não tem mais um apetite danado, aqueles braços fortes e pernas compridas, não tem mais 
A comida vai sobrar no almoço de domingo, menos um prato na mesa, menos bolo ou sorvete de sobremesa
Não tem mais as longas conversas na cozinha ou no quintal, a lapada de Rainha com buchada de bode e farinha
Menos cabeça para boné, mais peito dolorido
Aposentei o queijo com inhame, pelo menos por enquanto, durante esse instante de suspensão 
O que temos para hoje é uma dor danada, difícil de ser suportada, mas que lentamente tem sido devorada pela obrigação diária de sustentarmos uns aos outros
E até nessa hora você se faz presente, quando as conversas terminam com as recordações engraçadas do tempo em que agente era agente
Hoje somos menos, entretanto não somos menores, porque crescemos juntos com essa dor, renovamos a nossa Fé no Cristo Salvador e na certeza de nos reencontrar
E quando estivermos novamente no mesmo plano não quero fazer tantos planos, quero mesmo é executar
Descontar os abraços guardados, as palavras entaladas
Hoje os planos são outros, aonde o nosso é apenas sobreviver e o seu é onde Deus planejou
Vou rezar para que esses dias passem logo, que a tristeza e agonia vá embora, porque o amor e a saudade jamais irá passar
Tô juntando os cacos desse coração meia boca que dias atrás insistiu em me testar
É hora de reconstruir, arregaçar as mangas e nos ajudar
Fazer valer a tua heroica histórica e a tua vontade de viver impressionante, e perceber que nenhum de nós tem motivos para reclamar
Obrigada pelos ensinamentos, pelo amor incondicional, pelas risadas e por todos os nossos momentos, obrigada por me amar!
Lembre-se: “- Eu te amo desde a primeira vez que te vi”
Porque eu sempre irei lembrar de você, meu Tio Tarcisio

Roberta Moura



“...E agora, que faço eu da vida sem você, você não me ensinou a te esquecer, você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentando te encontrar... – Caetano Veloso”



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Para todo gosto


Para cada louco de pedra um amor, para cada amor um louco de pedra
Tem amor que dura um carnaval, amor de verão, amor de primavera, amor eterno até o final
Tem amor que não dura de perto, tem amor de pele, amor de scrap, amor de novela, amor que não é dela
Tem aquele que se declara, tem aquele que cala, o que escancara, o que não tem cara
Tem amor cibernético, amor estético, o que sincrético, tem até o anestésico, que fere, faz doer e depois de um beijo logo se esquece
Tem amor de corpo interiro, de alma, de coração, tem amor de um beijo só e aquele de um milhão
Tem amor para a vida toda, amor que faz sorrir a toa, tem o que vai e vem a todo tempo, tem amor de boa
Tem amor de namoro, de casamento, amor sem nome, amor pelos quatro ventos
Tem amor que vira a cabeça, amor de meias nos pés, amor de aquecer a orelha, amor que faz acontecer
Tem amor de cara amarrada, de mão fechada, de porta e telefone na cara, tem mais amor depois que a raiva passar
Tem amor na hora certa, amor com direito a cupido, arco e flechas, tem amor que vira festa vendo o outro chegar
E para todos esses tipos de amor tem nós dois


“...Você vai ter que encontrar aonde nasce a fonte do ser e perceber meu coração, bater mais forte só por você... Quem sabe isso quer dizer amor, estrada de fazer o sonho acontecer...” Márcio e Lô Borges

Roberta Moura