Quem sou eu

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Todos os dias a Arte me toma de assalto e me leva para a Vida Real. Troco palavras, vejo pessoas, vivo um dia após o outro, como se o de ontem não tivesse existido, como se o de amanhã ainda estivesse muito longe de chegar.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Remédio para toda dor




Na caixa do amor deveria está escrito:


Cuidado, contagioso
Este material pode provocar reações físico-químicas de grande amplitude
Não ingerir longe de alguém que seja responsável por você
O uso habitual deste produto poderá provocar dependência
Fazer uso diariamente, não há contra-indicação quanto a quantidade no uso periódico
Este material pode gerar vinculação e seu consumo deverá ocorrer conforme prescrição do Grande Médico do coração
Inexiste histórico de pacientes que apresentaram qualquer sinal de hipersensibilidade, ou demais complicações quando em contato com a substância
Não utilizar este medicamento em caso de suspeita de desconfiança, inveja, mal humor, má fé e desonestidade
Este medicamento deverá ser utilizado, no caso de tratamento intensivo, por uma ou mais pessoas ao mesmo tempo
O uso deste remédio deverá ser realizado acompanhado por outro dependente químico que também encontre-se acometido pelo mesmo bem
Não existe prazo de validade para este composto
É indicado para tratamento de todos os tipos de dores
O tratamento exige dedicação intensiva, alimentação balanceada, acompanhada de beijinhos e carinhos
Se persistirem os sintomas de solidão e carência procure já atendimento especializado: O SEU AMOR


Roberta Moura

terça-feira, 21 de junho de 2011

Distribuindo amor




Amor suado amor
Ponta virada para o céu
Cruel e tácita idolatria
Circunflexa e íngreme subida no caminho para felicidade
Tropeço acertado, porta para o infinito
Todo amor é bom, as vezes, maldosos são os sujeitos, da ativa e da passiva
Seus gênios e gêneros, tempo, inação e contratempos
Amor meu grande amor, demore sempre na saída
Busque-me ao seu lado antes de digitar meu nome no Google
Sou o backup real do teu querer
Pise-me, prenda-me, jogue-me no lixo, depois me recicle, só não me subestime
Rimo beijo com mel, conto o tempo com os dedos, te dando um pedaço do meu céu
E tudo que somo é igual a você
Rendo volição ao excêntrico, temo o perfeito, divirto-me com o burlesco
As vezes choro porque tenho vontade, nem sempre com pretexto, nem porque mereço, mas porque não temo as lágrimas que saem, me importo mais com o que de fora recebo
Minha mãe, meu pai, meus filhos e irmãos, tudo isso também é amor
Como poderia esquecer os amigos? Somos essa totalização patética e divertida que preenche os nossos dias e confortam as nossas noites, isso também é amor
Como o moço que passa as tardes trabalhando por puro esmero, como o músico que afina seu instrumento embalando-o em seu colo
Como a cadela que lambe a cria, como o divino bolo preparado pela nossa avó, como as inesquecíveis brincadeiras de infância, a mão que apruma as nossas primeiras letras
Na verdade, um pedacinho só desse sentimento já vale a pena, já germina a expectativa de eternidade
Mansidão no apego, alma límpida, tranquila, serena
O amor não para nunca, como bicicleta ele vai, segura o "selim" para não cair, as vezes na banguela, as vezes em marcha pesada, isso também é amor
Sem recalques e sem juízo, sempre em alerta, sem prejuízos, sempre pronto para adicionar
O amor não tem nome, não tem dono, não tem domínio único
O amado é o símbolo dessa luta, bandeira flamejante, nunca troféu de uma disputa
Esse sentimento foi feito para ser doado, jamais cobrado, nunca desdenhado, sempre e em todas as formas RESPEITADO
Antes de querer alguém para amar é preciso que se saiba doar!




Roberta Moura

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisa de Gente Grande


Perdoar é divino, esquecer é Alzheimer
Tentarei fazer do meu dia único
Arriscarei meu tempo no ensaio de notá-lo em sua totalidade, como realmente ele merece
Porque o passado já foi e o futuro é algo que, certamente, nunca virá
Tudo o que tenho é o agora
Isso que se chama Presente, “substantivamente”, me parece óbvio
Entretanto, na sua soma torna-se muita coisa, torna-se tudo
Torna-se o que tenho
Ao abrir dos olhos matinal devemos enxergar mais que luzes, novas oportunidades
É a premiação que se recebe por está vivo, uma nova chance de contravir limites
Apartado do ontem, o hoje é algo longe de mais do amanhã
Buscarei a perfeição, já que não posso contar muito com a tal da sorte
Falarei menos e ouvirei mais, como sugere o meu corpo, propiciando-me um par de aparelhos auditivos e apenas uma boca
Tudo que posso fazer para o futuro é jogar em campos férteis as sementes das frutas que quero comer, para que possam crescer com o passar do tempo
Ascendo um tijolo por dia na edificação do meu palácio, sento a mesa e converso com os demais operários, troco experiências, mudo conceitos e roupa a qualquer hora
Não posso me ater a estabelecer PREconceitos
Vivo na culminância desse dia, consumindo tudo o que ele tem para me oferecer
Puxo um bocado de amor do bolso, arremesso no ar com a minha mão direita, tentando acertar
Os dias ficam muito mais bonitos com o colorido do amor, com a sua paciência, sua força, sua cor
Ele se parece com os meus dias, cada um com seu passar, seus passos, sua marcha, sua alegria
O amor preenche as lacunas do vazio que insiste, tantas vezes, invadir os meus momentos
Usando o conceito de igualdade de Aristóteles, arremesso o pensamento em analogia ao amor, tentarei amar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que se desigualem
Sou uma frase cheia de algoritmos, procurando a mais perfeita interpretação
Gramaticalmente programada e incorreta, hermeneuticamente cansada, executando mais que planejando
Na necessidade sou bruta, sorrateiramente calculista, quase sempre sarcástica, as vezes exigente, indubitavelmente pilhérica, nunca desleal
A idade e os meus dentes incisos não me permitem mentir como antes, nem possuir a total pureza de detalhes dos banguelas impúberes, coisa de gente grande
Carrego a responsabilidade que recai sobre o que cativo como verdadeira joia, mesmo que o latão ao qual dedico carinho ainda não tenha pecebido seu real valor
Minhas rugas e as marcas que brotam no meu corpo desenham em mim a estrada do tempo, de sorrisos, de agonias, dos meus mais profundos "ais", traços de uma vida inteira
“...Nem lá, nem lô...”
Vivo no eterno processo de cura, buscando meu lugar, tentando me encontrar
Nas verdades que crio e creio, com um banco do lado sempre vazio, esperando que novas descobertas venham ao meu lado sentar


Roberta Moura








sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sobre pedras, razão e crianças



Jorra leite e mel
Pedra, a tua cor, pedaço de papel
Cristalino e incandescente vazio
As vezes congelo, noutras apenas sinto frio
Calcário pedaço de solidão
Há males que vem para o bem, me dizem os amigos
Nenhum deles jamais sentiu tamanha paixão
Soro fisiológico, gás lacrimogêneo
Feche a ferida dos meus olhos, cale-me a boca com um beijo
Não consigo viver como deveria, comer como careceria, dormir como necessitaria
Vejo mais do que quero, quase me desespero
Impressas digitais espalhadas pela lousa mágica, sobre as quais não quero me pronunciar, insisto em não ver, em não reconhecer os sinais
Respiro, silencio o ventilador e o telefone
Afano a cabeça da criança que me acompanha, demonstro-lhe meu ar de queixa
Com o rosto mumificado pela lesão, peço que ele me ensine a viver nesse mundo lúdico e pueril, que me tire dessa maldita orbe real dos crescidos
Que me conceda a genialidade da arte pensante do mundo infantil
Que me dê abrigo de mãe, e que minhas lágrimas sejam somente pretexto para um abraço ou um consolo
Acredito que ninguém tem essa tal de razão, que as pedras choram sozinhas porque ninguém as leva para lugar algum
E se elas começassem a rolar, e a girar, e colocasse em pratos limpos tudo que está ao seu alcance, mesmo que assim, se elas o fizesse, ninguém as iria notar
Nasceram e morreram pedras, apenas pedras, nem mais, nem menos que eu e você
Penso sempre mais que posso, dou sempre mais do que tenho a receber
Minha paga não me leva a nada, nada vale tamanha inclinação
Quase sempre me convenço do que preciso, vivo tentando purificar o ar que respiro
Por vezes me canso, sento, sofro, canto
Levanto o braço direito, para ver até onde minha mão alcança, agarro-me no que posso, no real, no que toco, no que reconheço como meu, no que me cabe
Pego o suficiente para esta noite de inferno, de calor tremendo, de ventos alísios que sopram para o norte
Deseje-me ao menos saúde, quisera eu sentir, talvez, um pouco de sorte
Espero sentado o amanhecer desse dia, no lado leste da ribanceira do tempo, aspirando sonhos, engolindo o lamento
Esperançoso e bandido coração arrebatado, de sentimento
Prometo não prometer, não jurar, não julgar, no máximo subverter os sentimentos que me fazem de refém do medo
Amarro as aspas que consigo levar nas costas, solto-as pelos caminhos, em cima do banco da praça, na batida insensata na porta, na madrugada
Esperando que você não esteja mais lá, que tudo não passe de mais um pesadelo místico, desses sonhos que insistem em me torturar

Roberta Moura

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Tempo é Mercurio Cromo



Intangível óvulo da ânsia, que não fecunda em minha teia, que me quer padecer
O tempo é Mercúrio Cromo desses desprazeres da vida, das desavenças, de quem nada tem a oferecer
Como se estivessem sempre um passo a frente, como se o tempo e o espaço conspirasse contra o bel-praze
Solto palavras, distorcidas denuncias que me faz fenecer a alma, a mim e aos olhos sentidos, esperançosos, dos que desejam paz
O tempo passa a ser percebido pelas suas menores unidades, e o universo é pouco para um sistema falho de comunicação, contatos imediatos e coincidências, tão percebidamente provocadas, vilipendiando a inocência de querer contribuir, de quererm compreender
Dizem que no ´sétimo dia tudo estará refeito, o renascimento é o múltiplo da dor do nascimento, de refazer
Pólvora alimentada pela incúria, pelo acometimento, falho ato de guerrilha, desnecessário tiro
Indicador dedo de Cain, puxando o gatilho de seus dissabores contra Abel, cerrados olhos que padecem, desapontados sensos de humanidade, carregando um átrio mal-acabado, atroz torpor do deparo, senha calculada do ofender
Mesmo diante de tanta confusão e asneira, preciso ser sincera em dizer que ainda me choco com a desdenha, com coisas corriqueiras do cotidiano, com certas asneiras
Desnecessárias preces à um deus pagão, vaidoso cálice da mentira, fixado em uma eterna noite, na solidão
Pueril recado, com todo o acaso do desconsolo, com toda minha previsibilidade e integridade burra, com o meu senso inútil de justiça, mais uma vez padecendo sobre a fatuidade de aparecer
É certo pensar que, a mim, nada custaria puxar um tapete barato ou tornar-me cavalo nesse jogo chinfrim de xadrez
Se, apesar do que sou não me elevo a nada, para quem mente assim a alma respira aleivosia, pouco demais para o mundo que quero praticar, e o que ainda tenho para aprender
O que me sanha não são os livros espalhados pela sala, nem o perfume das rosas, pão e sonhos que não sai do meu nariz, o que me rasga a madrugada, o que me esfola a alma é ver meus vestígios, meu nome completo exposto aos sórdidos, coisas minhas, espalhadas pelos becos, completas de meias verdades, ungidas de falsidade, sem maiores contribuições, falidas instituições, sem que possam verdadeiramente me reconhecer
A minha história conto eu, do meu jeito, da forma que eu quero, vestindo o meu personagem predileto, costurando frases e sonhos, inventando poemas e descobrindo fábulas no meu dia-a-dia, sou sim quem quero ser
Nem mesmo uma Helena de Manoel Carlos eu gostaria de equivaler, se essa história não me coubesse, se não fosse minha de fato a foto na revista, se não fosse eu que expusesse nos jornais tudo aquilo que quero fazer
O que todos sabem de mim que só eu não posso saber?
Meus sonhos, desmazelos e desejos, minhas falhas e vontades, coisas que poucos precisam saber
A mim não cabe a acusação ou absolvição desse caso sem veredicto, visto que a mim não cabe o papel de vítima nem de réu, apenas mais uma testemunha dos deleites e desagrados da vida, na tentativa simples de ensinar, contribuir com o pouco que tenho, de tornar-me amigo, de ajudar a evoluir, a crescer

 
Roberta Moura





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Que seja assim




Não quero nada além do que o amor pode me proporcionar, eu só quero que ele saiba quando estou com medo e me tome nos braços sem fazer perguntas demais
Que note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta, porque preciso da sua presença, mesmo que seja reclamando
Que ele aceite a minha preocupação e não se irrite com os meus cuidados, e se o meu apreço o incomodar, que ele saiba me alertar da forma mais delicada possível, com bom humor
Que perceba minha fragilidade e não sorria de mim, nem se aproveite disso contando vantagem
E que, ao mesmo tempo, use a minha força quando sentir necessidade
Que me entenda quando falar uma bobagem qualquer, ou outro goste um pouco mais de mim que os demais
Que saiba que de nada adiantaria gastar-me na procura de outra coisa ou sentimento que não ao amor que sinto e tenho para dar
Que se estou apenas cansada, ou aborrecida pelas pequenas coisas do dia-a-dia, não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais
Que o amor saiba o quanto dói à ideia da perda, e ouse ficar apenas mais um pouco comigo
Que não bata a porta que posteriormente tentará arrombar na volta, não que aqui estejam todas as suas verdades, mas talvez, suas certezas
Que esse amor seja o reflexo daquilo que ajudou a transgredir seus medos, a amar mais
Que, se me ver chorar com a intensidade dos últimos tempos, ou sem motivo, depois de um dia daqueles,  não desconfie logo que é o culpado, ou que não o amo mais
Que ele seja meu cúmplice nos bons e maus momentos, sem me fazer alarde, nem diga “eu não disse?!” logo depois que eu tenha pisado na bola
Que quando me ver entusiasmada com algo, não menospreze nem diminua minha expressão, por mais que seja uma bobagem qualquer
Que não queira fechar-se no ciúmes ou por medo de possíveis e necessárias mudanças, que ele saiba o quanto é imenso, e que em tudo que faço existe um pouco dele
Que ao menos tente me entender se disser alguma bobagem na frente de mais alguém sem notar
Que não me exponha na hora da raiva ou me ridicularize, e tenha dentro de si que, o-fazendo, está ridicularizando a si mesmo, por menosprezar um amor que também é sua expressão
Que o seu rosto seja o meu brasão, a pátria que devo defender, que me contém
Que, mesmo que esteja longe, tenha os teus traços a minha lingua, o seu sotaque, a sua dicção
Que, mesmo que eu perca a paciência por um minuto ou um dia, perceba que ao amanhecer tudo já vai ter passado, como sempre, e voltarei a ser a mesma daquelas tardes de primavera, a cada dia o-amando mais
Que reconheça a minha vulnerabilidade e a minha vontade, as minhas fraquezas e minhas glórias
Que me veja tomar uma taça ou um litro de vinho sem me recriminar, porque confia no meu discernimento e sobriedade
Que me ligue só para me desejar uma boa noite, e afaste os monstros notívagos da solidão
Que permita que eu o ame à meu modo, as vezes lúdico, as vezes assustado, as vezes apreensivo, mas sempre nosso
E que ninguém, absolutamente ninguém, posa dizer, criticar, ou algo parecido, porque ninguém além de nós sabe o que se passa por aqui, dentro desse pedaço de miocárdio
Só quero um amor que seja bom para mim, do mesmo modo que me faça melhor por ele
Não precisa ser sobrenatural, milionário ou tudo aquilo que nos ensinam a querer, mas que seja o meu reflexo, meu caminho, meu amigo, meu prazer


Roberta Moura

terça-feira, 14 de junho de 2011

Por David




Sangrar nas palavras me cura, traduzir a dor ocultada, me expor me santifica
Dói, me faz chorar, mas me cura
Gotejo nas letras e músicas, na vida que me cabe, sangro nos dias e escorro dolorosamente nas noites, me entrego com toda a coragem que o trepidar da minha voz esconde
As vezes choro, e esse choro lava a minha alma em pureza, eu retiro o espinho que me dói, ressuscito
Traduzo no meu grito o sentimento de tantos que não tem coragem de sangrar, nesse lugar onde oculto a minha alma para, a coragem me faz arrostar o meu limite e trabalha-lo, onde as sentinelas da alma cochilam as espreitas da vontade, o empenho na vida é exemplo de coragem, expor-se é emenda à bravura
Não sou perfeita, estou por ser feita, em momento assim pertimo-me essa certeza
E a toda hora torno a lembrar, quanto mais me supero, maior a clareza dos meu limites, quanto mais me conheço e a vida, mas vivo os meus sentidos, trangrido-me quando menos espero, quando mais preciso, quando me abro, quando estou sem saídas
Não basta ter força, é preciso ter vontade de aprimorar, ter mais coragem que medo de sofrer
Tantas horas estou crua, sou no couro açoitada, tomando água de sal em pleno sol escaldante, quanto mais assim, menos mortal
As vezes sou chata, as vezes artista, quase sempre introspectiva, mais sempre leal a mim
Permito-me viver a humanidade que me cabe, com erros e acertos, tudo que me vale vale à mim, pela minha humanidade pretendo chegar ao Céu
As duras penas arranco os espinhos, vivo a dor abraçando-a, vivo a vida com a coragem de calar aos surdos, mesmo sabendo que existem palavras que tem o poder de me fazer vazar, liquificar novamente, encharcar o papel que escrevo, dilata meus sentimentos
Reflito que são nessas palavras inconseqüentes que posso enxergar o que antes não poderia ver, daí fecho o que me esvazia, curo-me, mas por Ele que por mim 
A pior ignorância talvez seja essa, de fingir que sabe, de alguém, de alguma coisa, impor limites nos sentimentos alheios, sugerir o insuprível, diminuindo a nossa responsabilidade com os outros com versos antigos, com meia dúzia de palavras ultrapassadas, subestimar o sentimento do outro
O maior ignorante é aquele que finge que sabe, quando na verdade esse fingir é uma saída para bloquear o conhecimento verdadeiro, uma forma de se fechar na sua tão pouca função existencial no mundo, acovarda-se, acaba nem sabendo o quem é
Há tantas situações que nos deixam com o coração na boca, no teclado de um computador, nas cordas de um violão, na voz de uma canção, nas letras escorridas no papel...
Às vezes, nós colocamos muito mais atenção naquilo que as pessoas estão achando de nós, do que nós sabemos que somos
Examine-se, você é uma pessoa que consegue levar o outro à cura
Em última instância, o que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar
Vamos descobrir o que há em nós hoje que pode ser ofertado, assim como o que está "infeccionado", porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil para superar


Roberta Moura