Quem sou eu

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Todos os dias a Arte me toma de assalto e me leva para a Vida Real. Troco palavras, vejo pessoas, vivo um dia após o outro, como se o de ontem não tivesse existido, como se o de amanhã ainda estivesse muito longe de chegar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Bom Combate



Não peço a Deus para livrar-me dos demônios, rogo forças para encara-los e derrota-los
Sou filha da Luz, do Sol, do Mar
Sou guerreira interestelar, sou poeta, sou ator, símbolo vivo do amor
Eu posso! Juntos, nós podemos mais!
Combatente da fronte armada, sou guerra e paz, sossego e calor na madrugada, sou amada
Penso que as promessas de nada valem, quando os atos se afastam da verdade
Quem mais retarda o prometer, mas  leal é no cumprir
Vale mais quem promete menos, terá maior fidelidade no desempenho
Lembrando que, ninguém consegue afanar alguém de mãos fechadas, imagina de coração... para a doação é preciso abri-lo...
Tenho muito a aprender quanto a essas coisas de afeto, de desejo, de querer
É o que penso que sei que sempre me impede de aprender mais
Vejo a ignorância como filho da vergonha
Essas coisas todas de pensar, agir, planejar que tento organizar dentro da minha caixola
Lá vou eu de novo, verbalizando a vida
Tenho falado aos companheiros de jornada que a tal da felicidade é a matriz do esforço de fazer alguém feliz
O amor que tenho dentro de mim não é meu
Veja bem, eu dou, ato de doação... não precisa de aceite, não necessita de qualquer movimento receptivo
É algo que foi criado para doar, e nesse processo, devemos desprendermo-nos do nosso querer
...e ele próprio escolhe a quem se dá
O amor que brota de mim é dos outros, o que me alimenta e move essa produção em larga escala que há em mim é o que esta sendo lançado no peito do outro alguém, de quem me ama
Fantástica máquina esse meu coração, perfeitamente constituído por suas veias e átrios, o miocárdio compassivo que me bombeia, sublime humanidade que me faz aprender
Se eu tentar de tudo, tocar piano, dançar balé, plantar bananeira, correr a pé, e me faltar talento, vencerei a frustração de não ter conseguido pelo ato do esforço, pelo contrário da fraqueza
Quem tudo sabe? Quem tudo vê? Quem espera a justiça fenecer?
Um sorriso do amado ensina mais que 1000 páginas viradas de um livro
Retribuição, dedicação, perseverança, o amor deve ser espalhado no ar, ele não se cansa de reaparecer neste velho peito
Lute o bom combate, corra a trás do seu amor, resista as armas do confronto covarde, da inveja, da aniquidade
Apareça, Queira-o, Deseje-o, Ofereça-se à sua aspiração
Sirva-se à vontade
Fazer o bem sem olhar para quem... lá vem aquela história de dar as mãos outra vez...
Não deixe-se intimidar pelos covardes, eles nunca aparecem, vivem da sobra produzida pelo gênio do amor alheio
São como falsos profetas, falam do que não sabem e nada tem para ofertar
Tenho em mim autoridade de usufruir do pessegueiro do meu coração
Minha gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto do meu bem
E o-quero cada vez mais perto, sem tormenta, sem cobranças, com devoção
Não existe esforço baldio quando empregado no amor


Roberta Moura





quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quem colocou os ponteiros?




Faço o meu futuro pregada ao meu passado, planejando um novo estado de lucidez, galgando caminhos longos, alimentando o solo com meus pés descalços
Do norte à cidade grande, do leste ao velho rio do gelo
Correntes águas vermelhas em levam e me trazem, quando mais preciso era renascer
Cair é humano, levantar e divino
Sentir um abraço forte pela manhã, ainda com gosto e cheiro de cama
Comer pão assado, sentar do lado do namorado, tricotar, me faz otimizar a vida, te amar
Comentar o próximo capítulo a ser estudado por nossas histórias, juntar as palmas das mãos, medi-las, planejar, tudo isso me faz rejuvenescer
Tomo no resto do gosto do café que se aglomera o açúcar no fim da caneca, um gole de altruísmo, penso no que devo fazer, penso no que vou fazer
Escolho o dia de hoje para realizar
Amar mais, perdoar mais, caminhar mais, emagrecer, engordar... tudo mais para fazer, o amor não pode esperar
Perdoo-me em todos os aspectos, menos no que tange ao mal feitio provocado aos outros, isso eu tenho que merecer e pedir
Nas contas do meu terço procuro metade de um coração quebrado, ele range, ele pulsa ele chama o ser amado
Frio na barriga, suor nas mãos, sintomas de amor, flerte de paixão
Olhos nos olhos, lábios atentos, coração na mão, calo as incertezas profanas que me circundam, dou com juros a minha paga
Minha mãe sempre me disse: -filha, tem hora para tudo!
...Na verdade, eu só queria saber usar relógio de ponteiros
Nada contra ele, nada muito a favor
Quem colocou os ponteiros do relógio da vida?
Quem marcou a hora para ir, vir, chegar ou sair?
Quem disse que existe tempo e hora certa para o amor?
O tempo me auxilia, por mais que discutamos, que os nossos ponteiros corram em direção contrária ao meu querer, sempre atrasado
Na verdade, somos iguais, nunca paramos... eu, o tempo e o amor
Esqueço da tristeza, do meu pedaço de solidão
Assumo em mim um papel provedor, de sonhos, de luta, de justiça pelo amor
Visto minha fantasia, vivo nela noite e dia, alimento meus anseios, não tenho horas para pagar, mas tenho meios
Guia me a espera, conforta meus instintos a certeza de voltar, como quem joga consciente o bumerangue, precisamente esperando sua hora de retornar
Encontro sinais e sucesso nas mãos daquEle que me ressuscita
Procuro viver, vivo na medida dos meus sonhos
Tenho sonhado sempre menos, vivido um pouco mais
A cada passo deixo pelo ar biscoitos e alfazema, não que precise que alguém me busque, mas para saber o caminho, que me chama pelo nome desde pequena, Aquele que sempre me espera retornar
Lágrimas nos olhos de cortar cebola e peito aberto aos sete ventos
No extremo oriente do meu miocárdio
Saudade e vontade dá e passa, e volta, e fica
Minha 3x4 é preto e branca, e lilás
Corto o cabelo e as coisa mudam
Tenho na boca o gosto do teu beijo, isso me alimenta, isso me faz viver
Acordar todos os dias querendo mais da vida, mais de mim, mais de você


Roberta Moura

 


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Remédio para toda dor




Na caixa do amor deveria está escrito:


Cuidado, contagioso
Este material pode provocar reações físico-químicas de grande amplitude
Não ingerir longe de alguém que seja responsável por você
O uso habitual deste produto poderá provocar dependência
Fazer uso diariamente, não há contra-indicação quanto a quantidade no uso periódico
Este material pode gerar vinculação e seu consumo deverá ocorrer conforme prescrição do Grande Médico do coração
Inexiste histórico de pacientes que apresentaram qualquer sinal de hipersensibilidade, ou demais complicações quando em contato com a substância
Não utilizar este medicamento em caso de suspeita de desconfiança, inveja, mal humor, má fé e desonestidade
Este medicamento deverá ser utilizado, no caso de tratamento intensivo, por uma ou mais pessoas ao mesmo tempo
O uso deste remédio deverá ser realizado acompanhado por outro dependente químico que também encontre-se acometido pelo mesmo bem
Não existe prazo de validade para este composto
É indicado para tratamento de todos os tipos de dores
O tratamento exige dedicação intensiva, alimentação balanceada, acompanhada de beijinhos e carinhos
Se persistirem os sintomas de solidão e carência procure já atendimento especializado: O SEU AMOR


Roberta Moura

terça-feira, 21 de junho de 2011

Distribuindo amor




Amor suado amor
Ponta virada para o céu
Cruel e tácita idolatria
Circunflexa e íngreme subida no caminho para felicidade
Tropeço acertado, porta para o infinito
Todo amor é bom, as vezes, maldosos são os sujeitos, da ativa e da passiva
Seus gênios e gêneros, tempo, inação e contratempos
Amor meu grande amor, demore sempre na saída
Busque-me ao seu lado antes de digitar meu nome no Google
Sou o backup real do teu querer
Pise-me, prenda-me, jogue-me no lixo, depois me recicle, só não me subestime
Rimo beijo com mel, conto o tempo com os dedos, te dando um pedaço do meu céu
E tudo que somo é igual a você
Rendo volição ao excêntrico, temo o perfeito, divirto-me com o burlesco
As vezes choro porque tenho vontade, nem sempre com pretexto, nem porque mereço, mas porque não temo as lágrimas que saem, me importo mais com o que de fora recebo
Minha mãe, meu pai, meus filhos e irmãos, tudo isso também é amor
Como poderia esquecer os amigos? Somos essa totalização patética e divertida que preenche os nossos dias e confortam as nossas noites, isso também é amor
Como o moço que passa as tardes trabalhando por puro esmero, como o músico que afina seu instrumento embalando-o em seu colo
Como a cadela que lambe a cria, como o divino bolo preparado pela nossa avó, como as inesquecíveis brincadeiras de infância, a mão que apruma as nossas primeiras letras
Na verdade, um pedacinho só desse sentimento já vale a pena, já germina a expectativa de eternidade
Mansidão no apego, alma límpida, tranquila, serena
O amor não para nunca, como bicicleta ele vai, segura o "selim" para não cair, as vezes na banguela, as vezes em marcha pesada, isso também é amor
Sem recalques e sem juízo, sempre em alerta, sem prejuízos, sempre pronto para adicionar
O amor não tem nome, não tem dono, não tem domínio único
O amado é o símbolo dessa luta, bandeira flamejante, nunca troféu de uma disputa
Esse sentimento foi feito para ser doado, jamais cobrado, nunca desdenhado, sempre e em todas as formas RESPEITADO
Antes de querer alguém para amar é preciso que se saiba doar!




Roberta Moura

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisa de Gente Grande


Perdoar é divino, esquecer é Alzheimer
Tentarei fazer do meu dia único
Arriscarei meu tempo no ensaio de notá-lo em sua totalidade, como realmente ele merece
Porque o passado já foi e o futuro é algo que, certamente, nunca virá
Tudo o que tenho é o agora
Isso que se chama Presente, “substantivamente”, me parece óbvio
Entretanto, na sua soma torna-se muita coisa, torna-se tudo
Torna-se o que tenho
Ao abrir dos olhos matinal devemos enxergar mais que luzes, novas oportunidades
É a premiação que se recebe por está vivo, uma nova chance de contravir limites
Apartado do ontem, o hoje é algo longe de mais do amanhã
Buscarei a perfeição, já que não posso contar muito com a tal da sorte
Falarei menos e ouvirei mais, como sugere o meu corpo, propiciando-me um par de aparelhos auditivos e apenas uma boca
Tudo que posso fazer para o futuro é jogar em campos férteis as sementes das frutas que quero comer, para que possam crescer com o passar do tempo
Ascendo um tijolo por dia na edificação do meu palácio, sento a mesa e converso com os demais operários, troco experiências, mudo conceitos e roupa a qualquer hora
Não posso me ater a estabelecer PREconceitos
Vivo na culminância desse dia, consumindo tudo o que ele tem para me oferecer
Puxo um bocado de amor do bolso, arremesso no ar com a minha mão direita, tentando acertar
Os dias ficam muito mais bonitos com o colorido do amor, com a sua paciência, sua força, sua cor
Ele se parece com os meus dias, cada um com seu passar, seus passos, sua marcha, sua alegria
O amor preenche as lacunas do vazio que insiste, tantas vezes, invadir os meus momentos
Usando o conceito de igualdade de Aristóteles, arremesso o pensamento em analogia ao amor, tentarei amar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que se desigualem
Sou uma frase cheia de algoritmos, procurando a mais perfeita interpretação
Gramaticalmente programada e incorreta, hermeneuticamente cansada, executando mais que planejando
Na necessidade sou bruta, sorrateiramente calculista, quase sempre sarcástica, as vezes exigente, indubitavelmente pilhérica, nunca desleal
A idade e os meus dentes incisos não me permitem mentir como antes, nem possuir a total pureza de detalhes dos banguelas impúberes, coisa de gente grande
Carrego a responsabilidade que recai sobre o que cativo como verdadeira joia, mesmo que o latão ao qual dedico carinho ainda não tenha pecebido seu real valor
Minhas rugas e as marcas que brotam no meu corpo desenham em mim a estrada do tempo, de sorrisos, de agonias, dos meus mais profundos "ais", traços de uma vida inteira
“...Nem lá, nem lô...”
Vivo no eterno processo de cura, buscando meu lugar, tentando me encontrar
Nas verdades que crio e creio, com um banco do lado sempre vazio, esperando que novas descobertas venham ao meu lado sentar


Roberta Moura








sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sobre pedras, razão e crianças



Jorra leite e mel
Pedra, a tua cor, pedaço de papel
Cristalino e incandescente vazio
As vezes congelo, noutras apenas sinto frio
Calcário pedaço de solidão
Há males que vem para o bem, me dizem os amigos
Nenhum deles jamais sentiu tamanha paixão
Soro fisiológico, gás lacrimogêneo
Feche a ferida dos meus olhos, cale-me a boca com um beijo
Não consigo viver como deveria, comer como careceria, dormir como necessitaria
Vejo mais do que quero, quase me desespero
Impressas digitais espalhadas pela lousa mágica, sobre as quais não quero me pronunciar, insisto em não ver, em não reconhecer os sinais
Respiro, silencio o ventilador e o telefone
Afano a cabeça da criança que me acompanha, demonstro-lhe meu ar de queixa
Com o rosto mumificado pela lesão, peço que ele me ensine a viver nesse mundo lúdico e pueril, que me tire dessa maldita orbe real dos crescidos
Que me conceda a genialidade da arte pensante do mundo infantil
Que me dê abrigo de mãe, e que minhas lágrimas sejam somente pretexto para um abraço ou um consolo
Acredito que ninguém tem essa tal de razão, que as pedras choram sozinhas porque ninguém as leva para lugar algum
E se elas começassem a rolar, e a girar, e colocasse em pratos limpos tudo que está ao seu alcance, mesmo que assim, se elas o fizesse, ninguém as iria notar
Nasceram e morreram pedras, apenas pedras, nem mais, nem menos que eu e você
Penso sempre mais que posso, dou sempre mais do que tenho a receber
Minha paga não me leva a nada, nada vale tamanha inclinação
Quase sempre me convenço do que preciso, vivo tentando purificar o ar que respiro
Por vezes me canso, sento, sofro, canto
Levanto o braço direito, para ver até onde minha mão alcança, agarro-me no que posso, no real, no que toco, no que reconheço como meu, no que me cabe
Pego o suficiente para esta noite de inferno, de calor tremendo, de ventos alísios que sopram para o norte
Deseje-me ao menos saúde, quisera eu sentir, talvez, um pouco de sorte
Espero sentado o amanhecer desse dia, no lado leste da ribanceira do tempo, aspirando sonhos, engolindo o lamento
Esperançoso e bandido coração arrebatado, de sentimento
Prometo não prometer, não jurar, não julgar, no máximo subverter os sentimentos que me fazem de refém do medo
Amarro as aspas que consigo levar nas costas, solto-as pelos caminhos, em cima do banco da praça, na batida insensata na porta, na madrugada
Esperando que você não esteja mais lá, que tudo não passe de mais um pesadelo místico, desses sonhos que insistem em me torturar

Roberta Moura

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Tempo é Mercurio Cromo



Intangível óvulo da ânsia, que não fecunda em minha teia, que me quer padecer
O tempo é Mercúrio Cromo desses desprazeres da vida, das desavenças, de quem nada tem a oferecer
Como se estivessem sempre um passo a frente, como se o tempo e o espaço conspirasse contra o bel-praze
Solto palavras, distorcidas denuncias que me faz fenecer a alma, a mim e aos olhos sentidos, esperançosos, dos que desejam paz
O tempo passa a ser percebido pelas suas menores unidades, e o universo é pouco para um sistema falho de comunicação, contatos imediatos e coincidências, tão percebidamente provocadas, vilipendiando a inocência de querer contribuir, de quererm compreender
Dizem que no ´sétimo dia tudo estará refeito, o renascimento é o múltiplo da dor do nascimento, de refazer
Pólvora alimentada pela incúria, pelo acometimento, falho ato de guerrilha, desnecessário tiro
Indicador dedo de Cain, puxando o gatilho de seus dissabores contra Abel, cerrados olhos que padecem, desapontados sensos de humanidade, carregando um átrio mal-acabado, atroz torpor do deparo, senha calculada do ofender
Mesmo diante de tanta confusão e asneira, preciso ser sincera em dizer que ainda me choco com a desdenha, com coisas corriqueiras do cotidiano, com certas asneiras
Desnecessárias preces à um deus pagão, vaidoso cálice da mentira, fixado em uma eterna noite, na solidão
Pueril recado, com todo o acaso do desconsolo, com toda minha previsibilidade e integridade burra, com o meu senso inútil de justiça, mais uma vez padecendo sobre a fatuidade de aparecer
É certo pensar que, a mim, nada custaria puxar um tapete barato ou tornar-me cavalo nesse jogo chinfrim de xadrez
Se, apesar do que sou não me elevo a nada, para quem mente assim a alma respira aleivosia, pouco demais para o mundo que quero praticar, e o que ainda tenho para aprender
O que me sanha não são os livros espalhados pela sala, nem o perfume das rosas, pão e sonhos que não sai do meu nariz, o que me rasga a madrugada, o que me esfola a alma é ver meus vestígios, meu nome completo exposto aos sórdidos, coisas minhas, espalhadas pelos becos, completas de meias verdades, ungidas de falsidade, sem maiores contribuições, falidas instituições, sem que possam verdadeiramente me reconhecer
A minha história conto eu, do meu jeito, da forma que eu quero, vestindo o meu personagem predileto, costurando frases e sonhos, inventando poemas e descobrindo fábulas no meu dia-a-dia, sou sim quem quero ser
Nem mesmo uma Helena de Manoel Carlos eu gostaria de equivaler, se essa história não me coubesse, se não fosse minha de fato a foto na revista, se não fosse eu que expusesse nos jornais tudo aquilo que quero fazer
O que todos sabem de mim que só eu não posso saber?
Meus sonhos, desmazelos e desejos, minhas falhas e vontades, coisas que poucos precisam saber
A mim não cabe a acusação ou absolvição desse caso sem veredicto, visto que a mim não cabe o papel de vítima nem de réu, apenas mais uma testemunha dos deleites e desagrados da vida, na tentativa simples de ensinar, contribuir com o pouco que tenho, de tornar-me amigo, de ajudar a evoluir, a crescer

 
Roberta Moura